Notas de apoio ao Irineu Reitor

CALISS MANIFESTA: OS ESTUDANTES DE SERVIÇO SOCIAL ESTÃO COM IRINEU NO 2º TURNO, PELO PROJETO DE UNIVERSIDADE QUE DEFENDEMOS!

A Universidade Federal de Santa Catarina, em decorrência dos últimos acontecimentos, passa por um processo extraordinário de eleições, na qual a comunidade universitária deve escolher, através de uma consulta pública, quem será o reitor da universidade pelos próximos quatro anos. No contexto nacional vemos as contrarreformas e os ataques à educação pública à todo vapor e, em contrapartida, as inúmeras estratégias de resistência travadas pela organização popular.
O Caliss convocou Assembleia, e uma das pautas foi o processo eleitoral para reitoria, visto a grande movimentação dos estudantes do curso e a necessidade de tomarmos posição frente ao futuro da nossa universidade. Em tempos de mercantilização da educação, precisamos de uma reitoria que defenda a universidade pública, gratuita, de qualidade, socialmente referenciada e integralmente financiada pelo orçamento público, afinal, todo impacto fragiliza nossa formação enquanto futuros assistentes sociais comprometidos com a defesa da classe trabalhadora.
Nesse sentido apenas uma candidatura se destaca, a do professor Irineu, que conta com um programa construído em amplo processo democrático, com participação e propostas de estudantes, técnicos e professores, além de historicamente ter lutado ao lado do movimento estudantil contra a EBSERH, contra o 70/30 regime eleitoral que hierarquiza a posição dos docentes nas decisões, e, no CSE, na campanha pela defesa do voto paritário. Os estudantes se reconhecem num plano de gestão que prioriza a permanência estudantil escanteada pela atual gestão e pelo modelo societário hegemônico, são mães que querem frequentar o RU com seus filhos, que são excluídas das bolsas por causa do FI, moradores da Moradia que vivem em condição insalubre, e tantos outros que voltam para suas cidades pois nem conseguem acessar os limitados auxílios.
Compreendemos enquanto Executiva Nacional de Estudantes de Serviço Social que o projeto de Universidade que defendemos, é também o projeto de sociedade que construímos, e assim marcamos nosso apoio à candidatura de Irineu, por uma UFSC Necessária, contra as taxas para pós-graduação e mestrado; por um orçamento participativo; pela ampliação do RU e moradia; por mais espaços e eventos culturais abertos à comunidade; pela ampliação dos recursos para pesquisa; em defesa dos direitos humanos e combate efetivo às opressões!

Centro Acadêmico Livre de Serviço Social,
06 de abril de 2018.

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NOTA DE APOIO A IRINEU (80) NO SEGUNDO TURNO DAS ELEIÇÕES À REITORIA
O Centro Acadêmico Livre de Letras – CALL UFSC – vem por meio desta nota manifestar seu apoio a candidatura de Irineu 80 – Por uma UFSC necessária!

Nas últimas semanas toda a universidade esteve debatendo os projetos que participam da consulta pública para a escolha de um novo reitor. O primeiro turno ocorreu no dia 28-03 e a candidatura de Irineu ficou em primeiro lugar com 34% dos votos gerais, e 4.086 votos entre os estudantes.

Na última reunião do CALL as duas candidaturas que concorrem ao segundo turno enviaram representantes e apresentaram seus projetos, a partir das apresentações o CALL discutiu a necessidade de se posicionar diante de um processo tão importante dentro de nossa universidade. Em meio ao nosso debate concordamos que a atual conjuntura política de nosso país nos exige a tomar posicionamento frente às questões que permeiam a universidade. O projeto de privatização das universidades é intensificado no (des)governo Temer e hoje vemos universidades federais podendo ter suas atividades encerradas, como foi o caso da UERJ no ano passado, com o corte de verbas, bolsas de pesquisa e extensão sendo cortadas, o sucateamento da educação pública fica evidente. O candidato a reitor Ubaldo promete dar continuidade a gestão de Cancellier, mesma gestão que propôs a cobrança de taxas na pós graduação, não demonstrando contraposição ao processo de privatização.

Foi nítido o compromisso de Irineu com as demandas estudantis, partindo da construção de sua candidatura, que contou com uma ampla discussão com todos os setores da comunidade universitária. Estudantes, técnicos administrativos e professores debateram sobre as necessidades e compromissos da UFSC frente ao cenário de contrarreformas.

Seu programa dá grande importância para a permanência estudantil, entendendo que a universidade deve se comprometer com os estudantes que precisam da PRAE para continuar estudando. Irineu propõe expandir o número de vagas na moradia estudantil e melhorar a situação em que esta se encontra. A gestão passada demonstrou descaso com as reivindicações dos estudantes da moradia, hoje ela se encontra com diversos problemas, desde falta de chuveiros, infestação de ratos, à goteiras e reformas paradas.

Uma questão levantada durante a discussão foi se Irineu conseguiria a verba necessária para o cumprimento de seu programa, nosso entendimento é de que a verba já existente pode ser gestionada de maneira mais eficiente se contar com a participação da comunidade acadêmica, uma de suas propostas é a criação do orçamento participativo, que visa justamente isso.
Entendemos também que o movimento estudantil é independente a qualquer reitoria, não nos mostraremos coniventes com qualquer reitor que após sua eleição não cumpra seu programa, mas para nós nesse momento fica claro qual dos programas de chapa foi realmente construído junto aos estudantes.
Manifestamos nosso apoio a candidatura de Irineu, Por uma UFSC Necessária por entender que seu programa é hoje o que mais dialoga com a realidade enfrentada em nosso país e também por seu comprometimento em defender uma universidade pública, gratuita e de qualidade.

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AS ELEIÇÕES PARA A REITORIA E A DISPUTA PELA AUTONOMIA UNIVERSITÁRIA

A consulta à comunidade universitária para a eleição de um novo reitor na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) não é uma consequência imediata ou automática da vacância do cargo após os eventos de 2017: ela só está ocorrendo por conta da pressão exercida através da Comissão Unificada de Mobilização, que fez vigílias contra a perspectiva de que o Conselho Universitário poderia nomear um novo reitor de forma autocrática. Agora, consideramos fundamental interpretar alguns elementos do momento político, discutir o significado da autonomia universitária, caracterizar as chapas em disputa pela Reitoria e expressar nossa postura frente à eleição e à futura Reitoria.
A autonomia universitária
A questão da autonomia é tema central na UFSC neste momento, especialmente em decorrência do abuso de poder do Estado que a intervenção da Polícia Federal e do Judiciário na gestão universitária representam. Poucos meses depois destes acontecimentos em nossa universidade, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) também foi alvo de uma operação coercitiva da Polícia Federal que tomou ares de condenação na grande mídia, mesmo quando as investigações ainda estavam no início, ocorrendo em sigilo. A atual situação da Universidade Federal do ABC (UFABC) é outro elemento para o debate sobre autonomia, uma vez que esta universidade passou pelo processo de escolha de seus dirigentes há meses, mas não houve nomeação pelo Ministério da Educação do reitor eleito, o que motivou um indicativo de greve docente.
Esse não é um tema novo, pois nos remete à memória de resistência às intervenções autoritárias do Estado e das polícias nas universidades durante a ditadura civil-militar, período de grande protagonismo estudantil. Hoje, no entanto, o termo parece ter se tornado um grande jargão usado para defender interesses diversos. Embora a Constituição assegure às universidades autonomia didático-científica, administrativa, e de gestão financeira e patrimonial, diferentes maneiras de interpretar e efetivar essa autonomia da Universidade frente ao Estado e ao mercado possibilitam que cada campo político utilize o termo para defender projetos bastante diferentes de Universidade.
A gestão Cancellier, por exemplo, usou de sua autonomia para realizar parcerias entre a Universidade e o governo de Israel, abrindo espaço para que o país oferecesse aulas e cursos aqui, bem como para defender parcerias privadas com empresas israelenses. De nada serve autonomia para aliar-se a Estados genocidas sem qualquer princípio de democracia interna, já que a proposta não foi debatida pela comunidade, ainda mais quando isso ainda representa uma submissão a interesses de mercado. Poderíamos fazer comentários similares a respeito de como as gestões Cancellier e Ubaldo decidiram permitir o uso de áreas da UFSC para treinamento militar ou consideraram que a alocação de laboratórios e campi dentro de condomínios empresariais representavam um novo modelo institucional. A “autonomia universitária” por si só, portanto, não é garantia de uma universidade mais democrática ou popular.
Na UFSC, os órgãos deliberativos Conselho de Curadores e Conselho Universitário (CUn) são espaços-chave para exercer a autonomia financeira e administrativa. No entanto, predominam neles os professores, que compõem numericamente a menor categoria em comparação com o corpo discente e de servidores técnico-administrativos da instituição, enquanto a comunidade externa não tem praticamente espaço algum. Além de lutar por mais democracia interna, precisamos avançar o debate para o controle social da universidade, isto é, a capacidade da comunidade externa, do povo que vive nos bairros do entorno, da classe trabalhadora da região e dos movimentos sociais de nosso Estado influenciarem os rumos da instituição. A participação da comunidade nestas e em outras instâncias universitárias pode ser um caminho para o controle social, como por exemplo na Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), que surgiu a partir de demandas populares e atualmente conta com a participação da comunidade externa em seus processos decisórios, incluindo as eleições para a Reitoria.
Discutir a autonomia da universidade é particularmente relevante neste período de desmonte das universidades públicas, em meio a um avanço autoritário do Estado e às iniciativas privatistas. Isso envolve exigir os recursos necessários para nosso funcionamento, sem rabo preso na cobrança ao governo, mas também a autonomia na proposta político-pedagógica, de forma a direcionar nossa formação, nossa extensão e nossas pesquisas para rumos que não sejam determinados pelas necessidades do mercado, nem mesmo por certos projetos de Estado, quando sabemos que essa é uma estrutura de poder das classes dominantes. Mesmo as ações em que temos alguns avanços, como o aumento das vagas no ensino superior público ou as ações afirmativas para ingresso, são conquistas arrancadas do Estado pela luta popular.
A partir dessa interpretação da autonomia universitária, passamos a analisar as candidaturas nas eleições à reitoria de 2018.
Os candidatos e seus campos políticos
Os candidatos à consulta pública para a Reitoria da UFSC no segundo turno são o atual reitor pro tempore, Ubaldo Cesar Balthazar, e o diretor do Centro Sócio-Econômico (CSE), Irineu Manoel de Souza. Ambos posicionam-se a favor de uma universidade autônoma, mas cada um entende o termo à sua própria maneira:
A candidatura de Ubaldo dá continuidade à última gestão (o mote “A UFSC pode mais” é o mesmo utilizado na campanha de 2015 de Cancellier) e se propõe a devolver a universidade ao “equilíbrio”, uma alternativa de ajuste e acomodação ao cenário político de fortes retrocessos que vivemos. Enquanto reitor, Ubaldo se posiciona no máximo de forma tímida frente aos ataques do Governo Federal, quando pressionado. Em sua gestão, saudou a iniciativa privada dentro da universidade ao colaborar com a instalação do campus Joinville em um condomínio industrial privado, declarando sua satisfação com a criação de “um celeiro de oportunidades, com indústria e centenas de jovens estudantes prontos a responder às questões apontadas pelo mercado”. Mesmo durante a campanha eleitoral, recusou a participação no debate organizado pela entidades estudantis e não respondeu à Carta de Reivindicações da Associação de Pós-Graduandos (APG). Nas últimas semanas, sua gestão descumpriu todas as promessas feitas relativas à situação da Moradia Estudantil na UFSC, onde sua gestão manteve o legado recebido de inexplicáveis vagas ociosas, infestação de ratos, vazamentos e goteiras. Acreditamos que isso demonstra uma forte tendência a uma gestão incapaz de ouvir estudantes, em particular as demandas por permanência, mas que está predisposta a agradar o Governo Federal e estimular o caminho de submissão de nossa instituição aos interesses de uma minoria.
Quanto à candidatura de Irineu, identificamos pontos positivos em seu programa de chapa como a centralidade nas pautas por permanência estudantil, defendendo avanços em temas fundamentais como Restaurante Universitário, Moradia Estudantil, Ações Afirmativas e as festas. Posiciona-se contra a presença da Polícia Militar nos campi, defendendo o reestabelecimento do cargo de segurança institucional para as Universidades Federais, e tem demonstrado capacidade de se posicionar de forma crítica às políticas do Governo Federal, às parcerias público-privadas e às Fundações de Apoio, outra porta de entrada do interesse privado nas universidades. Desde o início do debate sobre a EBSERH, foi uma voz contrária à adesão do Hospital Universitário à empresa pública de direito privado – após mais de um ano de funcionamento pela EBSERH, o HU apresenta graves problemas de falta de contratações e está esporadicamente com sua emergência fechada. Cabe ressaltar, por fim, sua postura aberta de apoio à redução da jornada de trabalho de servidores técnico-administrativos e ao aumento de sua representação nas instâncias da Universidade.
Nossa posição frente à disputa
A Coletiva Centospé acredita em um projeto de Universidade radicalmente diferente do atual, que seja voltado diretamente às necessidades populares e à transformação da sociedade. Acreditamos que é papel do movimento estudantil construir uma força social e política autônoma, capaz de avançar neste objetivo estratégico sem abrir mão de princípios, sem ceder nossas forças, nem submeter os interesses estudantis e populares à conciliação com nossos inimigos de classe.
Nesta quarta, votaremos no candidato Irineu (80) e convidamos a comunidade universitária a votar junto a nós, pelas diferenças expostas em seus projetos de Universidade e pela perspectiva de um outro patamar de disputa de nossas demandas frente à futura Reitoria. Independente de quem levar a eleição, seguiremos como oposição de esquerda dentro do movimento estudantil e dos espaços de construção coletiva das categorias na UFSC, pois qualquer vitória concreta só pode ser consequência de organização e luta independente, capaz de alterar a correlação de forças e arrancar conquistas.
Mais fortes são os poderes do povo!

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CALPE: Nota de Apoio da Assembleia Estudantil de Pedagogia ao Professor Irineu 80!

A eleição para Reitoria é um momento importante para pensar o futuro da nossa Universidade.
Estamos vivendo no Brasil um período de intenso ataques aos direitos que a classe trabalhadora conquistou com muita luta no país.
Esses ataques é parte de um projeto de sociedade e de educação que prioriza o desmonte da educação pública brasileira em que está na ordem do dia o sucateamento da educação como um todo e a privatização das universidades públicas. Não é nova a tentativa de precarização da nossa educação.
Para consolidar o projeto de privatização da educação pretendido para as/os filhas/os da classe trabalhadora, o governo tem tido iniciativas de programas para a formação de professores que visam interferir nos currículos das licenciaturas alterando por exemplo o PIBID e propondo residencia pedagógica nesses cursos.
As estudantes de pedagogia tem acompanhado e se colocado a frente das lutas na Universidade em defesa a educação pública, gratuita, estatal e de qualidade, bem como na luta pela permanência estudantil. Nesse sentido, compreendemos que é nossa responsabilidade defender uma candidatura para a Reitoria da nossa Universidade que se proponha fazer enfrentamento ao que está posto, e que sua proposta de gestão vá de encontro às premissas defendidas por nós estudantes.
Temos dois candidatos a reitoria que estão disputando o segundo turno das eleições, o professor Ubaldo e o professor Irineu.
O professor Ubaldo, reitor em exercício, já manifestou que pretende ser continuação da gestão do ex reitor, o professor Cancellier. Desde a gestão do Cancellier e até o momento com a gestão do Ubaldo temos acompanhado um grande descaso com as/os estudantes da Universidade. A pauta da permanência estudantil tem sido ignorada e estamos enfrentando enormes filas no RU, a moradia estudantil vive seus piores momentos, com estudantes em condições insalubres, e suas casas tomada por ratos. Hoje são 167 vagas na moradia para 30 mil estudantes. Sem falar na estrutura do prédio que tem deixado estudantes com medo do teto cair sobre suas cabeças.
Além disso, se já não fosse muito, essas duas gestões defendeu e defendem abertamente a privatização da UFSC, cobrança de taxas na graduação e mensalidade na pós graduação. E para dar conta do programa de gestão contam ainda com estreito laço que mantém com os grandes empresários industriais do nosso estado.
Por todos esses ataques e outros que compõe o programa do professor Ubaldo que se faz necessário nos posicionamos publicamente pela candidatura do professor Irineu.
O professor Irineu é o único candidato nessa eleição que construiu seu programa em reuniões abertas com a ampla participação de estudantes, técnicos administrativos em educação e professores que defendem a educação pública, melhores condições de trabalho e a permanência estudantil como prioridade.
Diante do intenso retrocesso e retirada de direitos, amanhã, dia 11 de abril votamos 80, no professor Irineu! Defendemos uma UFSC NECESSÁRIA! Queremos um reitor que esteja do nosso lado, na linha de frente para denunciar, resistir e lutar pela autonomia Universitária, pelo direito de permanecer na universidade, em defesa da educação pública, por melhores condições de ensino, pesquisa e extensão e por uma gestão transparente.
As estudantes de Pedagogia por uma UFSC NECESSÁRIA!
Assembleia Estudantil de Pedagogia da Universidade Federal de Santa Catarina.
10 de abril de 2018.
Nota sobre as eleições para Reitoria da USFC

No primeiro semestre deste ano letivo estão ocorrendo as eleições para reitoria da UFSC, tal como fora decidido ao fim de 2017 pelo Conselho Universitário para solução à crise institucional aberta com o falecimento do antigo reitor Luís Carlos Cancelier, após sua prisão. A partir de então, a UFSC está em franca disputa pelas mais diversas forças políticas que compunham ou não a gestão anterior, sendo notório o deslocamento de algumas dessas na direção exclusiva para obtenção de assento em cargos da administração central universitária com o único intuito de dominar o recurso público, negligenciando a autonomia universitária e a defesa da universidade pública.

Para uma breve compreensão desse processo, temos de remontar a forma como as estruturas de gestão da UFSC foram construídas. A UFSC foi criada em 1960, e alguns anos mais tarde (1969), foi fruto da experiência dos militares, mediante um novo modelo implantado no Brasil: o acordo de cooperação MEC e USAID, no qual o órgão americano financiou a reforma universitária naquele momento com a contrapartida de legitimar culturalmente a hegemonia do capital (estadunidense) através das universidades brasileiras, no período pós 2ª guerra mundial. Apresentando resquícios do período, que podem ser evidenciados a partir de questões como possuir um estatuto constituído nos anos da ditadura, em 1983, constatamos que, até hoje, a instituição não acompanha as reais necessidades de democratização da gestão universitária com respeito a inclusão das demandas dos estudantes, técnicos-administrativos em educação e de boa parte da categoria docente. Diante de tal situação, defenderemos de forma irrestrita a autonomia e o caráter público da universidade, contra qualquer forma de intervenção externa. Apenas através de amplos debates nas bases, com a participação das três categorias, poderemos construir o melhor projeto para a comunidade universitária.

Compreendemos a importância deste processo para o futuro da universidade, levando em conta a ofensiva contra a educação pública por parte do governo federal, dos setores mais conservadores de nossa burguesia interna e do imperialismo, em nível global, que podem ser evidenciados no documento do Banco Mundial, “Um Ajuste Justo: Análise da eficiência e equidade do gasto público no Brasil”, lançado ao final do ano passado e que aponta como solução para a crise fiscal do país, o fim do ensino público das universidades federais.

No atual cenário de segundo turno, se apresentam dois candidatos: o reitor pró-tempore profº Ubaldo Cesar Balthazar, oriundo do Centro de Ciências Jurídicas (CCJ) e representante do legado político da gestão Cancellier e o atual diretor do Centro Socioeconômico (CSE), profº Irineu Manoel de Souza. Avaliamos que a candidatura Ubaldo representa uma tentativa de recuperação do grupo político que dirige hoje a reitoria com apoio de setores da grande mídia catarinense e da maçonaria, que dominaram a administração central da universidade quase ininterruptamente desde sua criação. Trata-se de um projeto político calcado na falta de transparência com o recurso público através da “caixa preta” que representam os contratos e convênios administrados pelas fundações na universidade.

Por outro lado, sem titubear, o Partido Comunista Brasileiro reitera o apoio dado no 1º turno a candidatura do profº Irineu. Presente desde as primeiras reuniões e espaços abertos para construção do programa por uma UFSC Necessária, não temos dúvidas que trata-se de uma construção combativa composta pelas bases das três categorias da Universidade. Em um período histórico de brutais ataques à universidade pública, assim como à educação em geral e aos direitos sociais da classe trabalhadora, necessitamos de uma candidatura que defenda uma universidade pública, gratuita, estatal e de qualidade, com participação ativa nas questões que envolvem a permanência estudantil e o cotidiano dos trabalhadores da UFSC.

UNIDADE EM DEFESA DA UNIVERSIDADE PÚBLICA!

POR UMA UFSC NECESSÁRIA!

Célula de Base Professor Marcos Cardoso Filho – PCB

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