UFSC Necessária, em resposta a carta apresentada pelos movimentos sociais.

MANIFESTAÇÃO DA CANDIDATURA IRINEU PARA REITOR – UFSC NECESSÁRIA SOBRE A CARTA APRESENTADA PELOS MOVIMENTOS SOCIAIS “UFSC e a Função Social da Universidade”.
A candidatura Irineu Reitor-UFSC Necessária assim se posiciona diante do compromisso com os movimentos sociais que lutam por democracia e reconhecimento dos direitos sociais:
1. A retração dos direitos sociais imposta pelo governo federal marca a atual conjuntura brasileira, além desse grave retrocesso somam-se a criminalização dos movimentos sociais e o avanço de projetos privatistas e reacionários. Essa realidade afeta diretamente a política do ensino superior explicitada na polarização Universidade Mercadológica x Universidade Necessária, para alguns o Estado é reduzido a um orçamento (governo federal, estados e municípios), cuja serventia é a implementação dos projetos particularista de lucratividade. Para nós, o Estado deve se vincular necessariamente aos interesses do povo!
2. A defesa da Autonomia Universitária é questão decisiva para que a pesquisa, o ensino e a extensão sejam dimensões estratégicas da relação com a sociedade, orientadas pelas necessidades sociais, para além de uma universidade que se pauta como mera prestadora de serviço do Estado. Para nós, a prioridade é o fortalecimento do conhecimento que contribua com a construção de uma sociedade verdadeiramente, justa.
3. Entendemos que a universidade ao mesmo tempo em que é uma instituição atravessada por todas as contradições sociais presentes na sociedade, é também uma instituição com protagonismo em relação à sociedade da qual ela faz parte.
4. Atualizar esse protagonismo passa, necessariamente, por uma postura democrática junto aos movimentos sociais para sair de uma postura universitária conformista para uma postura universitária transformadora.
5. Daí o lema da nossa candidatura “Universidade Necessária”, aquela que, autonomamente, viabiliza a constituição de uma consciência crítica das questões do nosso tempo.
6. Dentre os princípios que norteiam as nossas propostas destacamos a autonomia universitária; o respeito aos direitos humanos e à diversidade, com combate efetivo às opressões; reconhecimento dos saberes da comunidade interna e externa, democracia participativa. Vale destacar que o nosso programa inicia com o reconhecimento da importância de uma relação efetiva com a sociedade que enfrente os graves problemas sociais.
7. Nesse sentido, o conhecimento aqui produzido e difundido constitui-se elemento central de uma cultura democrática, contrária à manifestação de toda e qualquer forma de violência e discriminação.
8. A universidade não pode ser conivente com posturas violentas seja quando estas se apresentam maquiadas pelo discurso da liberdade de expressão, seja na sua forma direta do extermínio e assassinato como aconteceu com Marielle Franco e Anderson Pedro Gomes.
9. Por fim, agradecemos e manifestamos a nossa alegria de ter como interlocutores fundamentais os movimentos sociais que subscreveram a carta “UFSC e a Função Social da Universidade”.

Florianópolis, 26 de março de 2018.

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