Manifestação da candidatura Irineu Para Reitor – UFSC NECESSÁRIA sobre a Operação “OUVIDOS MOUCOS”

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A candidatura Irineu Para Reitor – UFSC Necessária assim se posiciona diante da Operação Ouvidos Moucos e suas repercussões:

1. Repudiamos toda espécie de ato ilícito, mau uso de recursos públicos ou abuso de autoridade administrativa. Tampouco toleramos qualquer forma de cumplicidade ou omissão em face de malfeitos. É nosso compromisso investigar, coibir e punir ilegalidades cometidas na Universidade.
2. Rejeitamos a forma como a Operação Ouvidos Moucos foi realizada pela Polícia Federal. Os excessos cometidos ferem frontalmente o preceito constitucional da presunção da inocência.
3. Repudiamos também a espetacularização do caso na imprensa, que alimentou a condenação pública, sem provas, de todos os envolvidos, especialmente o reitor professor Luiz Carlos Cancellier de Olivo.
4. Lamentamos, de resto, a omissão e a leniência da Administração da Reitoria, que deixou de acionar o Conselho Universitário, não tomando assim posição diante dos graves acontecimentos decorrentes da referida operação.
5. Apoiamos todas as investigações empreendidas por órgãos internos e externos à UFSC, desde que feitas sob o norte do interesse público, nos limites da lei e em consonância com o princípio constitucional da autonomia universitária. Saliente-se, a propósito, que nossa defesa da autonomia universitária não é retórica, nem configura discurso político de ocasião. Invocá-la, além disso, não pode jamais servir de desculpa para a manutenção de privilégios ou o cometimento de atos ilícitos.
6. Criadas para apoiar projetos de pesquisa e de extensão, as Fundações frequentemente têm sido alvo de intervenção judicial. Fica clara a fragilidade das Fundações, com prejuízos significativos para a imagem da Universidade e a rotina da instituição.
7. Defendemos uma política firme intransigente de transparência. Só assim seremos capazes de corrigir o processo de gestão dos recursos públicos. Indispensável se faz o controle administrativo e social das iniciativas e projetos, de modo a criar uma cultura republicana na gestão universitária. Mas, em longo prazo, devemos debater formas para que a universidade possa caminhar sem esse tipo de dependência, com novas formas de captação e gestão de recursos com natureza propriamente pública.
8. Entendemos ser urgente a institucionalização do Ensino a Distância (EaD) na UFSC, com as seguintes ações políticas: vestibular unificado; seguir Regimento dos cursos de Graduação; inscrição das disciplinas no Planejamento de Atividades do Docente (PAD); enfim, presentes na estrutura da UFSC.
9. Frente à complexidade da situação, não cabem nem o moralismo punitivista nem a martirização oportunista de quem quer que seja. Em vez disso, trata-se de planejar e executar ações necessárias para que esse tipo de episódio nunca mais se repita.

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